Projeto Marias Meninas, em Moçambique.
Foi apresentado, no âmbito do projeto Marias Meninas, da Helpo e da FEC, o jogo “Linha da Vida”, que será usado como ferramenta de sensibilização e consciencialização para as problemáticas da desigualdade de género no acesso à educação, em Moçambique e Angola.
O evento teve lugar no Centro Futurando, em Maputo, contou com a participação de 70 pessoas e foi dinamizado pelos animadores do Futurando, Ricardo Changule e Eugénia Njango, que foram guiando a assistência e os jogadores, bolseiros do projeto Futurando, pelo tabuleiro gigante que foi criado para o efeito.
Os presentes puderam ver assinalados, no decorrer do jogo, os obstáculos que dificultam o percurso escolar das raparigas, sendo evidente a pertinência do estudo diagnóstico, coordenado pelas investigadoras Clara Carvalho e Antónia Barreto do CEI - Iscte, que está na base e origem deste jogo.
O jogo, condensando algumas percepções adquiridas ao longo do estudo, foi apresentado também aos oradores que, na segunda parte do evento, generosamente contribuíram para o debate sobre os "Obstáculos à escolaridade das jovens moçambicanas". Num debate moderado por Marlena Chambule, Directora de Pessoas, Comunicação e Impacto Social da Galp Moçambique, as oradoras Seana Daúd (Diretora Nacional do Género), Edna Saúde (Representante do Ministério da Educação de Moçambique), Tassiana Tomé (CESC) e Ana Cristina Monteiro (Associação Sol), trocaram impressões e experiências pessoais e profissionais relativas às questões de género com as quais trabalham diariamente.
O Marias Meninas é um projeto de 2 anos, implementado pela Helpo e pela FEC | Fundação Fé e Cooperação, em parceria com o @CEI - Iscte - Centro de Estudos Internacionais e o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil - CESC, e que tem como financiador principal o Camões I.P.